Eterno lugar inalterável. Esse que um dia nos foi presente e que nos ajudou a construir o futuro, o hoje.
A nossa história, a única que não podemos alterar. Mas ainda há tempo para mudar o desfecho.
Os anos passam, mas há passados que quanto mais passados são, mais presente ficam.
Eu consegui ultrapassar o meu. Hoje é só matéria que fez de mim o que sou e talvez o que ainda serei. Tentar esquecer o inesquecível é tempo perdido, tentar arranjar explicação para o inexplicável também o é.
Aconteceu. Acontece.
Passado é passado, são só folhas já escritas, capítulos já ultrapassados, aviões já aterrados, feridas já saradas. Agora já só fica o registo, o rasto e a cicatriz.
O passado não me define, o que me define é a forma como eu o utilizo no presente. Para mim é um trunfo.
Eu só quero que faças o mesmo.
sábado, 28 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
espaço.
Quando não estás as horas e os minutos demoram imensamente a passar.
Hoje vi as cores do céu a mudarem, a escurecerem, mas o sol esse, à muito que estava obscurecido pela falta da tua presença.
É aqui e agora que percebo a falta que me fazes e que jamais quero que faças.
Se o amor é o que nos define, se o amor é o que nos cobre e o que nos faz respirar, então por favor, luta para que ele esteja sempre à tua frente e que jamais se deixe abafar por outros sentimentos.
Eu dou-te espaço, embora saiba que esse espaço sabe a vazio, e esse é só preenchido por mim. Desculpa-me se te ocupo tanto espaço. Eu só acho que podíamos partilhá-lo, sempre.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
juntos.
"Estávamos juntos, todo o tempo restante esqueci."
Desde cedo que sou escrava desta frase. Estive há espera que alguém chegasse e me fizesse acreditar em cada letra que a compõe.
Esperei em anos e agora tenho, mas só agora.
O quarto mês está a passar, e posso finalmente ler esta frase e senti-la.
Quando estamos juntos esqueço todo o resto do tempo.
Aliás, estamos juntos, e o resto... O resto tu já sabes, não segue a linha do amor.
Mas estamos sempre, porque até não estando juntos sabemos que estamos.
Estamos e somos. O tempo... O tempo é infinito e nós eternos, um para o outro.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
sorrisos
Por aqui, o meu objetivo não é o de arrancar sorrisos, é o de nunca o interromper.
O meu sonho é mostrar a toda a gent, que sorrisos não se arrancam, conservam-se.
Se acham que já são felizes, experimentem não parar de sorrir.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
resto?
"O amor não é uma coisa que se ganha nem se obtém, é uma coisa que se sente e que vive dentro de nós, e que nos faz sentir verdadeiramente especiais. Tudo o resto não é secundário, tudo o resto simplesmente não segue a mesma linha do amor, não é secundário nem terciário."
E tu meu amor, que tão bem escreves-te estas palavras, pergunto-te que amor é este que nasceu e cresceu dentro de mim e de ti, e que assim vai vivendo sem forma de pôr fim à vista.
Não há restos por aqui, tudo é paisagem. Tudo é cor e tudo faz parte da beleza que nos contempla.
E tu meu amor, que tão bem escreves-te estas palavras, pergunto-te que amor é este que nasceu e cresceu dentro de mim e de ti, e que assim vai vivendo sem forma de pôr fim à vista.
Não há restos por aqui, tudo é paisagem. Tudo é cor e tudo faz parte da beleza que nos contempla.
sábado, 7 de junho de 2014
um segundo.
Há dias que nos atiram para o chão. Dias que nos soqueiam e pontapeiam e nos deixam em sangue. Como se tudo aquilo com que nos preocupamos diariamente perdesse por completo o valor.
Hoje ouvi os sinos tocarem. Senti a dor daqueles que já não poderão voltar a ver alguém com quem partilharam a vida.
Vi a minha avó doente e exausta. Com medo que Deus que a leve, e desespera nessa ânsia.
Vi o meu pai quase a perder os sentidos, vi-me em pânico e em desespero, vi a preocupação no rosto da minha mãe, e ouvi a tristeza na voz do meu irmão, do outro lado da linha.
Hoje a vida voltou a mostrar-me a sua preponderância. A vida voltou a mostrar-me, que planeamos anos da nossa vida, mas em um simples segundo, tudo, mas tudo pode mudar.
Na viagem, entre a casa da minha tia e o hospital tive um flashback de todos estes anos. "E se estes tiverem sido os 18 melhores anos da minha vida?"Questionava-me.
Entre o silêncio fatídico daquele carro, tentava que as lágrimas não me escorressem para não espalhar mais o pânico. "Vai falando connosco, pai." - repetia eu a cada 2 minutos.
Temia que acontecesse o que vezes sem conta sonhei. Temi como nunca.
No descanso que este final nos deu, só consigo chorar. De que vale tudo o resto. De que vale as pessoas quererem ter todo o poder se serão sempre impotentes perante a vida, perante Deus.
No final, só consigo pensar em quem lá não esteve. Desiludida, o suficiente.
Entre o bom e o mau sinto que as dúvidas me assolam novamente. Será quem eu amo capaz de me acompanhar também nos piores momentos que eu ultrapassar?
Tanto peso que estas dúvidas me fazem...
Eu seria capaz de dar todas as voltas ao mundo necessárias. Escalar montanhas e ultrapassar as mais fortes marés. Mas bem sei que a maioria das pessoas é diferente de mim. Espero um dia saber lidar com essa diferença. Mas hoje dói. Hoje doeu.
Graças a Deus ainda tenho o meu pai ao pé de mim. Mas a minha avó continua muito doente, e as pessoas continuam a chorar a morte do senhor da aldeia que hoje nos deixou.
A vida é completamente imprevisível.
Que nó no estômago.
Hoje ouvi os sinos tocarem. Senti a dor daqueles que já não poderão voltar a ver alguém com quem partilharam a vida.
Vi a minha avó doente e exausta. Com medo que Deus que a leve, e desespera nessa ânsia.
Vi o meu pai quase a perder os sentidos, vi-me em pânico e em desespero, vi a preocupação no rosto da minha mãe, e ouvi a tristeza na voz do meu irmão, do outro lado da linha.
Hoje a vida voltou a mostrar-me a sua preponderância. A vida voltou a mostrar-me, que planeamos anos da nossa vida, mas em um simples segundo, tudo, mas tudo pode mudar.
Na viagem, entre a casa da minha tia e o hospital tive um flashback de todos estes anos. "E se estes tiverem sido os 18 melhores anos da minha vida?"Questionava-me.
Entre o silêncio fatídico daquele carro, tentava que as lágrimas não me escorressem para não espalhar mais o pânico. "Vai falando connosco, pai." - repetia eu a cada 2 minutos.
Temia que acontecesse o que vezes sem conta sonhei. Temi como nunca.
No descanso que este final nos deu, só consigo chorar. De que vale tudo o resto. De que vale as pessoas quererem ter todo o poder se serão sempre impotentes perante a vida, perante Deus.
No final, só consigo pensar em quem lá não esteve. Desiludida, o suficiente.
Entre o bom e o mau sinto que as dúvidas me assolam novamente. Será quem eu amo capaz de me acompanhar também nos piores momentos que eu ultrapassar?
Tanto peso que estas dúvidas me fazem...
Eu seria capaz de dar todas as voltas ao mundo necessárias. Escalar montanhas e ultrapassar as mais fortes marés. Mas bem sei que a maioria das pessoas é diferente de mim. Espero um dia saber lidar com essa diferença. Mas hoje dói. Hoje doeu.
Graças a Deus ainda tenho o meu pai ao pé de mim. Mas a minha avó continua muito doente, e as pessoas continuam a chorar a morte do senhor da aldeia que hoje nos deixou.
A vida é completamente imprevisível.
Que nó no estômago.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
voltas.
A vida sempre deu voltas, a minha tem dado tantas. Há quem se perca nelas e espere o tal regresso. Já me perdi inevitavelmente, mas em todos esses descaminhos o meu maior erro foi esperar pelo meu próprio regresso. Só eu me posso salvar. Mas, tive ajudas incansáveis, pessoas que guardo comigo a toda a hora, pedaços de mim que só eu sei a importância que têm. Pedaços que durante tanto tempo me ajudaram a ultrapassar a dor do maior pedaço que tenho, pedaço esse, que hoje me ajuda a ultrapassar tudo, talvez até os outros pedaços que anteriormente me ajudaram a ultrapassá-lo a si.
A vida dá voltas. Tantas...
Perco-me quase tão facilmente como me encontro, mas só agora. No fundo sei sempre onde estou, o que sou. Sei onde me encontrar. Sei que em casa me encontro. Sei que nele me encontro. Sei que me encontro no D e na A. Mas só aí.
E tenho pena que às vezes nas voltas da vida não consiga ser eu, o eu que tão ansiosamente desejo praticar, sempre.
Eu sei, sei que a vida não é confiável, o destino vou conhecendo-o a pouco e pouco. Há coisas que sei que terei toda a vida, outras vezes vou-me surpreender com a voltas da vida.
Só sei que, por mais voltas que a vida dê, eu hei-de ter sempre a oportunidade de dar uma volta à vida e ao que ela trouxer.
A vida dá voltas. Tantas...
Perco-me quase tão facilmente como me encontro, mas só agora. No fundo sei sempre onde estou, o que sou. Sei onde me encontrar. Sei que em casa me encontro. Sei que nele me encontro. Sei que me encontro no D e na A. Mas só aí.
E tenho pena que às vezes nas voltas da vida não consiga ser eu, o eu que tão ansiosamente desejo praticar, sempre.
Eu sei, sei que a vida não é confiável, o destino vou conhecendo-o a pouco e pouco. Há coisas que sei que terei toda a vida, outras vezes vou-me surpreender com a voltas da vida.
Só sei que, por mais voltas que a vida dê, eu hei-de ter sempre a oportunidade de dar uma volta à vida e ao que ela trouxer.
Subscrever:
Comentários (Atom)