Talvez seja de mim, mas por eu dar sempre a melhor parte de mim às pessoas, desiludo-me quando comprovo que nem todos, talvez poucos, são como eu.
O prazer de dar sem receber vem-me no sangue, mas quando me retiram algo, o mérito, o respeito ou a consideração, parece que o mundo me cai nos pés enquanto oiço vozes dizerem-me: "eu bem te tinha avisado". Eu ouvi, mas ajudar os outros é tentação minha, e dizer que não é bravura que eu desconheço em mim.
As pessoas são injustas mas o mundo não o é para mim, pelo menos o meu. Talvez seja incompreensível a minha distância com a sociedade, mas sempre que me insiro nela, ela imediatamente responde-me dizendo: tu sabes o teu lugar, não tentes sair dele.
Mas eu não fui feita para estar nos bastidores. Plantar e colher o fruto para alguém comercializá-lo deixou de ser vida para mim. Já sei plantar e colher, e juro que a partir de agora, vou ser eu a mostrar qualquer produto final, não fosse meu o mérito.
Talvez eu seja um prato onde todos comem, e onde a maioria acaba por cuspir. Mas o prato lascado acabou de partir.
Talvez seja mesmo de mim.. mas eu vou fazer para mudá-lo.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
domingo, 26 de outubro de 2014
não se controla a natureza.
A Vida é a maior caixinha de surpresas que eu conheço.
Hoje aprendi talvez uma das maiorias lições da minha vida.
Não se pode tentar controlar a natureza. E eu fi-lo. Tentei controlá-la e manipulá-la e agora aqui estou... num pesadelo. A tentar desfazer tudo aquilo que fiz.
E é assim que alegria do não ter se transforma em mágoa e ânsia.
Eu aprendi a lição. Mas o pesadelo ainda não acabou.
Talvez eu pudesse acabar já com ele, mas nesse acto estaria a fazer precisamente o que me levou até aqui. A controlar a natureza. E eu não quero mais fazê-lo.
Seja o que Deus quiser. E se Deus me o trouxer, eu assumirei a responsabilidade.
Somos servos da natureza meus caros. Pensamos em dar a volta ao mundo para colocar as coisas à nossa maneira. Mas esquecemo-nos que não somos nós que comandamos as coisas... depois a vida troca-nos as voltas e lembramo-nos que há sempre algo a cima de nós para nos dizer: pára! aceita as coisas e adapta-te a elas, porque o comando não está nas tuas mãos.
Lição aprendida. E aqui está a minha capacidade de reverter o pesadelo em algo positivo.
Só nos resta esperar. Mais nada.
Hoje aprendi talvez uma das maiorias lições da minha vida.
Não se pode tentar controlar a natureza. E eu fi-lo. Tentei controlá-la e manipulá-la e agora aqui estou... num pesadelo. A tentar desfazer tudo aquilo que fiz.
E é assim que alegria do não ter se transforma em mágoa e ânsia.
Eu aprendi a lição. Mas o pesadelo ainda não acabou.
Talvez eu pudesse acabar já com ele, mas nesse acto estaria a fazer precisamente o que me levou até aqui. A controlar a natureza. E eu não quero mais fazê-lo.
Seja o que Deus quiser. E se Deus me o trouxer, eu assumirei a responsabilidade.
Somos servos da natureza meus caros. Pensamos em dar a volta ao mundo para colocar as coisas à nossa maneira. Mas esquecemo-nos que não somos nós que comandamos as coisas... depois a vida troca-nos as voltas e lembramo-nos que há sempre algo a cima de nós para nos dizer: pára! aceita as coisas e adapta-te a elas, porque o comando não está nas tuas mãos.
Lição aprendida. E aqui está a minha capacidade de reverter o pesadelo em algo positivo.
Só nos resta esperar. Mais nada.
sábado, 11 de outubro de 2014
Para Sempre porquê?
Existem biliões de pessoas neste imenso planeta que nos rodeia, centenas de países com culturas diferentes, milhares de cidades com as maiores diversidades, milhões de escolas nas mais diversas sociedades. Havia dezenas de pessoas diferentes naquelas turmas.
Ainda assim, o destino escolheu-nos para embarcarmos juntos, naquela dança.
Não será isso razão suficiente?
Amo-te. Para sempre sim. Para sempre.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
lugar.
É tudo tão igual sem ti. Tão sem cor e sem vida. Como se tudo se passasse aqui mas nada captasse a minha atenção. É desinteressante quando olho para todos os lados e não te encontro em nenhum campo da minha visão. Então eu olho e volto a olhar para ver se no segundo seguinte encontro o teu cabelo castanho claro, o teu contemplador sorriso ou os teus olhos ternos que eu tanto gosto de olhar. E, quando não encontro, o céu volta a estar coberto de falta, eu volto a querer que o tempo passe a correr só para voltar a estar no meu lugar preferido em todo o universo: ao teu lado.
Até pode estar imensa gente à minha volta, eu vou continuar a sentir plenamente a tua falta, e é como se eu nem quisesse ouvir ninguém, porque nada do que alguém diga será tão bom quando és tu a falar.
Ontem estava com a A. a falar dos lugares mais bonitos a que eu gostava de ir. Enumerei os que mais me atraem, mas na minha cabeça pairava o único que me interessa. O único lugar pelo qual eu morreria a tentar alcançar, e a lutar para manter. Talvez os outros lugares do mundo estejam repletos de beleza impossível de imaginar se não presenciar, mas como qualquer outro, todos eles perdem o brilho se tu não estiveres ao meu lado para o contemplar.
Talvez incompreensível para alguns, talvez exigente para outros, mas para mim é simples e claro. Só sei sentir-me plena e completa se olhar para o lado e te encontrar, a ti. E não interessa se à nossa volta houver 100 pessoas desde que tu lá estejas. Essas 100 pessoas ao fim de um tempo vão embora. Mas tu ficas. Só tu ficas.
Um dia o amor foi um lugar estranho sem lugar para mim. Hoje o amor é o único lugar que eu conheço plenamente. E o único que quero manter.
Dizer que te amo é injusto. Não faz jus ao que sinto. E eu juro que se fosse possível transpunha em palavras. Mas não é.
Talvez por vezes a certeza dê lugar à dúvida, em ti. Mas sei que aos poucos tudo isso vai desaparecendo. É que no final de cada etapa vais-me encontrar, ao teu lado, sempre. E essa será sempre o encerrar de todas as dúvidas: a presença.
Eu demorei anos a tentar encontrar o meu lugar no mundo, sentir-me deslocada era uma norma. Conforta-me saber que já descobri.
O meu lugar no mundo, e nesta vida é ao teu lado. Apenas e só. A todos os outros eu não pertenço, a nenhum outro quero pertencer.
Vou continuar a dizer que te amo porque é a palavra que mesmo distante, mais se aproxima ao que sinto. Amo-te meu amor. Sempre.
Até pode estar imensa gente à minha volta, eu vou continuar a sentir plenamente a tua falta, e é como se eu nem quisesse ouvir ninguém, porque nada do que alguém diga será tão bom quando és tu a falar.
Ontem estava com a A. a falar dos lugares mais bonitos a que eu gostava de ir. Enumerei os que mais me atraem, mas na minha cabeça pairava o único que me interessa. O único lugar pelo qual eu morreria a tentar alcançar, e a lutar para manter. Talvez os outros lugares do mundo estejam repletos de beleza impossível de imaginar se não presenciar, mas como qualquer outro, todos eles perdem o brilho se tu não estiveres ao meu lado para o contemplar.
Talvez incompreensível para alguns, talvez exigente para outros, mas para mim é simples e claro. Só sei sentir-me plena e completa se olhar para o lado e te encontrar, a ti. E não interessa se à nossa volta houver 100 pessoas desde que tu lá estejas. Essas 100 pessoas ao fim de um tempo vão embora. Mas tu ficas. Só tu ficas.
Um dia o amor foi um lugar estranho sem lugar para mim. Hoje o amor é o único lugar que eu conheço plenamente. E o único que quero manter.
Dizer que te amo é injusto. Não faz jus ao que sinto. E eu juro que se fosse possível transpunha em palavras. Mas não é.
Talvez por vezes a certeza dê lugar à dúvida, em ti. Mas sei que aos poucos tudo isso vai desaparecendo. É que no final de cada etapa vais-me encontrar, ao teu lado, sempre. E essa será sempre o encerrar de todas as dúvidas: a presença.
Eu demorei anos a tentar encontrar o meu lugar no mundo, sentir-me deslocada era uma norma. Conforta-me saber que já descobri.
O meu lugar no mundo, e nesta vida é ao teu lado. Apenas e só. A todos os outros eu não pertenço, a nenhum outro quero pertencer.
Vou continuar a dizer que te amo porque é a palavra que mesmo distante, mais se aproxima ao que sinto. Amo-te meu amor. Sempre.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
cinzento.
Solto gritos mudos na esperança que o que está mal dentro de mim se desfaça em cacos sem que ninguém me oiça.
Está sol lá fora e o mundo vive sem mim. Cá dentro chove, hoje vivo sozinha por opção e não quero que ninguém me resgate deste quarto escuro onde vejo todas as horas a mudar sem iniciar ou encerrar qualquer objetivo no seu passar.
Neste quarto não há espaço para sonhos nem para sorrisos, nem há espaço para mais ninguém para além de mim. Hoje há tempo. E como eu gostava que não houvesse tempo para.
Hoje há tempo e um imenso mar salgado à minha volta onde mergulho e onde me aleijo nas pedras que ele contém.
Afasto-me do mundo negando o facto de fazer parte dele, hoje não há ninguém que me apeteça. Hoje seria a altura perfeita para o mundo me cair em cima, mas eu não deixo.
Hoje prefiro que a chuva abata este quarto. Talvez amanhã e depois faça o mesmo. E mesmo que seja assim, espero melhorar no teu regressar.
Está sol lá fora e o mundo vive sem mim. Cá dentro chove, hoje vivo sozinha por opção e não quero que ninguém me resgate deste quarto escuro onde vejo todas as horas a mudar sem iniciar ou encerrar qualquer objetivo no seu passar.
Neste quarto não há espaço para sonhos nem para sorrisos, nem há espaço para mais ninguém para além de mim. Hoje há tempo. E como eu gostava que não houvesse tempo para.
Hoje há tempo e um imenso mar salgado à minha volta onde mergulho e onde me aleijo nas pedras que ele contém.
Afasto-me do mundo negando o facto de fazer parte dele, hoje não há ninguém que me apeteça. Hoje seria a altura perfeita para o mundo me cair em cima, mas eu não deixo.
Hoje prefiro que a chuva abata este quarto. Talvez amanhã e depois faça o mesmo. E mesmo que seja assim, espero melhorar no teu regressar.
domingo, 20 de julho de 2014
falta.
Viver é a maior dádiva que tenho, juntamente com ela, a Vida ainda me contempla com a sua incalculável beleza.
Na imensidão de Vida e de Mundo em que me encontro, estou grata por cada pedaço de sorte que o Universo me oferece. Talvez ele um dia mo roube para o oferecer a outro alguém tão ou mais merecedor de tal oblação, mas hoje, estou profundamente grata por cada partícula de ventura que me cai nas mãos.
Contudo, e apesar da consciência de todas as fortunas que tenho, esta semana mesmo sentindo que tive tudo o céu esteve coberto de falta.
Talvez o Ser Humano seja um ser demasiado incompleto e até humanamente ignorante para se sentir perfeitamente realizado com tudo aquilo que o Universo lhe dispõe num determinado período de tempo.
Mas a verdade, é que o tudo que tive não foi proporcional ao tudo que me faltou. Talvez porque o brilho esteja em nós, e ali tenha estado só eu.
Hoje sei que o dia mais bonito não tem brilho se não o puder partilhar contigo.
Hoje sei que há faltas insubstituíveis. Percebi que existe um peso tão grande como a saudade, o da realidade. É que na realidade, percebi que afinal já não há dias perfeitamente lindos, que o brilho já não é naturalmente esplêndido e que o céu já não é admiravelmente estrelado se a tua presença me faltar.
É revoltante viver um dos lados mais belos da Vida e não me sentir profundamente satisfeita. Talvez o pleno esteja em ti. Talvez eu só me sinta saciada com a Vida se o lugar ao meu lado estiver sempre ocupado por ti.
Se isto se demonstrar uma certeza, continuo sem saber se o lado bom de tudo isto consegue cobrir, de todo, o negativo que isto tem.
Não é que eu queira que a Vida seja demasiado em relação a ti, eu acho é que TU és muito grande nesta Vida, na minha. E se isto for uma certeza, só tu me conseguirás satisfazer plenamente. Tudo o que seja feito sem ti e para além de ti estará coberto de falta.
Espero que tu meu amor, não sintas o mesmo. É que eu amo-te num imenso infinito, e quero, e espero, que consigas sentir-te plenamente satisfeito em tudo aquilo que algum dia fizeres, em tudo o que a Vida te der, mesmo se eu um dia te faltar. E não é que eu pense sequer em algum dia te faltar, mas é que a Vida é o maior poço de surpresas que eu conheço. E eu nunca sei quando é que o Universo me poderá roubar a sorte que hoje me oferece.
sábado, 5 de julho de 2014
o doce sabor dos pormenores.
Talvez para muitos fôssemos só mais dois apaixonados ali no meio daquelas cinco mil pessoas, mas não éramos de certo isso, na íntegra. Para mim não éramos só mais dois, para mim éramos nós, de certo mais dois, mas nunca "só". A palavra "só" dá um certo sentido de inferioridade, como se nós não fizemos diferença na multidão, como se nós fôssemos uma minoria insignificante, como se a nossa presença fosse indiferente.
Para mim, ontem podia ter sido "só" mais um concerto para juntar aos incontáveis concertos que eu já vi, mas não foi. Nunca é. Na minha vida eu não digo que hoje, é "só" mais um dia, não. Hoje é o dia perfeito para eu ser tão ou mais feliz que ontem.
As pessoas que ali estavam a apreciar connosco aquela noite, também não eram "só" mais umas pessoas, não. Aquelas foram as pessoas. É provável que eu nunca mais as veja, é certo que não as conheço, mas ontem, partilhamos o mesmo espaço e juntos criamos o ambiente onde todos estivemos.
Eu vi sorrisos esboçados em rostos que nunca vi; vi palmas lá em cima de braços que eu nunca conheci; ouvi gritos e o trautear das canções de vozes que eu nunca ouvi.
Se a pessoa que tivesse ao meu lado, à minha frente, ou atrás de mim não fosse, já teria sido diferente. Se lá à frente não houvessem pessoas sentadas nos ombros de outras a esbracejar, a noite teria sido diferente.
Se o homem que eu amo não tivesse estado abraçado a mim o tempo todo, teria sido diferente.
Eu adorei assim. Adorei as pessoas.
Quando lá cheguei não conhecia nenhuma, quando de lá saí continuava sem conhecer nenhuma, mas eu tive o prazer de partilhar com elas uma noite fantástica. Poderá isso ser insignificante a longo prazo, mas ontem uniu-nos. E eu vivo no presente. E não me quero negar ao prazer de saborear as pequenas coisas, os pormenores. Talvez ninguém note nem pense, talvez nem sequer ninguém se lembre, mas a mim faz-me sentir estupidamente feliz.
Não há preço para isso.
sábado, 28 de junho de 2014
passado.
Eterno lugar inalterável. Esse que um dia nos foi presente e que nos ajudou a construir o futuro, o hoje.
A nossa história, a única que não podemos alterar. Mas ainda há tempo para mudar o desfecho.
Os anos passam, mas há passados que quanto mais passados são, mais presente ficam.
Eu consegui ultrapassar o meu. Hoje é só matéria que fez de mim o que sou e talvez o que ainda serei. Tentar esquecer o inesquecível é tempo perdido, tentar arranjar explicação para o inexplicável também o é.
Aconteceu. Acontece.
Passado é passado, são só folhas já escritas, capítulos já ultrapassados, aviões já aterrados, feridas já saradas. Agora já só fica o registo, o rasto e a cicatriz.
O passado não me define, o que me define é a forma como eu o utilizo no presente. Para mim é um trunfo.
Eu só quero que faças o mesmo.
A nossa história, a única que não podemos alterar. Mas ainda há tempo para mudar o desfecho.
Os anos passam, mas há passados que quanto mais passados são, mais presente ficam.
Eu consegui ultrapassar o meu. Hoje é só matéria que fez de mim o que sou e talvez o que ainda serei. Tentar esquecer o inesquecível é tempo perdido, tentar arranjar explicação para o inexplicável também o é.
Aconteceu. Acontece.
Passado é passado, são só folhas já escritas, capítulos já ultrapassados, aviões já aterrados, feridas já saradas. Agora já só fica o registo, o rasto e a cicatriz.
O passado não me define, o que me define é a forma como eu o utilizo no presente. Para mim é um trunfo.
Eu só quero que faças o mesmo.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
espaço.
Quando não estás as horas e os minutos demoram imensamente a passar.
Hoje vi as cores do céu a mudarem, a escurecerem, mas o sol esse, à muito que estava obscurecido pela falta da tua presença.
É aqui e agora que percebo a falta que me fazes e que jamais quero que faças.
Se o amor é o que nos define, se o amor é o que nos cobre e o que nos faz respirar, então por favor, luta para que ele esteja sempre à tua frente e que jamais se deixe abafar por outros sentimentos.
Eu dou-te espaço, embora saiba que esse espaço sabe a vazio, e esse é só preenchido por mim. Desculpa-me se te ocupo tanto espaço. Eu só acho que podíamos partilhá-lo, sempre.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
juntos.
"Estávamos juntos, todo o tempo restante esqueci."
Desde cedo que sou escrava desta frase. Estive há espera que alguém chegasse e me fizesse acreditar em cada letra que a compõe.
Esperei em anos e agora tenho, mas só agora.
O quarto mês está a passar, e posso finalmente ler esta frase e senti-la.
Quando estamos juntos esqueço todo o resto do tempo.
Aliás, estamos juntos, e o resto... O resto tu já sabes, não segue a linha do amor.
Mas estamos sempre, porque até não estando juntos sabemos que estamos.
Estamos e somos. O tempo... O tempo é infinito e nós eternos, um para o outro.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
sorrisos
Por aqui, o meu objetivo não é o de arrancar sorrisos, é o de nunca o interromper.
O meu sonho é mostrar a toda a gent, que sorrisos não se arrancam, conservam-se.
Se acham que já são felizes, experimentem não parar de sorrir.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
resto?
"O amor não é uma coisa que se ganha nem se obtém, é uma coisa que se sente e que vive dentro de nós, e que nos faz sentir verdadeiramente especiais. Tudo o resto não é secundário, tudo o resto simplesmente não segue a mesma linha do amor, não é secundário nem terciário."
E tu meu amor, que tão bem escreves-te estas palavras, pergunto-te que amor é este que nasceu e cresceu dentro de mim e de ti, e que assim vai vivendo sem forma de pôr fim à vista.
Não há restos por aqui, tudo é paisagem. Tudo é cor e tudo faz parte da beleza que nos contempla.
E tu meu amor, que tão bem escreves-te estas palavras, pergunto-te que amor é este que nasceu e cresceu dentro de mim e de ti, e que assim vai vivendo sem forma de pôr fim à vista.
Não há restos por aqui, tudo é paisagem. Tudo é cor e tudo faz parte da beleza que nos contempla.
sábado, 7 de junho de 2014
um segundo.
Há dias que nos atiram para o chão. Dias que nos soqueiam e pontapeiam e nos deixam em sangue. Como se tudo aquilo com que nos preocupamos diariamente perdesse por completo o valor.
Hoje ouvi os sinos tocarem. Senti a dor daqueles que já não poderão voltar a ver alguém com quem partilharam a vida.
Vi a minha avó doente e exausta. Com medo que Deus que a leve, e desespera nessa ânsia.
Vi o meu pai quase a perder os sentidos, vi-me em pânico e em desespero, vi a preocupação no rosto da minha mãe, e ouvi a tristeza na voz do meu irmão, do outro lado da linha.
Hoje a vida voltou a mostrar-me a sua preponderância. A vida voltou a mostrar-me, que planeamos anos da nossa vida, mas em um simples segundo, tudo, mas tudo pode mudar.
Na viagem, entre a casa da minha tia e o hospital tive um flashback de todos estes anos. "E se estes tiverem sido os 18 melhores anos da minha vida?"Questionava-me.
Entre o silêncio fatídico daquele carro, tentava que as lágrimas não me escorressem para não espalhar mais o pânico. "Vai falando connosco, pai." - repetia eu a cada 2 minutos.
Temia que acontecesse o que vezes sem conta sonhei. Temi como nunca.
No descanso que este final nos deu, só consigo chorar. De que vale tudo o resto. De que vale as pessoas quererem ter todo o poder se serão sempre impotentes perante a vida, perante Deus.
No final, só consigo pensar em quem lá não esteve. Desiludida, o suficiente.
Entre o bom e o mau sinto que as dúvidas me assolam novamente. Será quem eu amo capaz de me acompanhar também nos piores momentos que eu ultrapassar?
Tanto peso que estas dúvidas me fazem...
Eu seria capaz de dar todas as voltas ao mundo necessárias. Escalar montanhas e ultrapassar as mais fortes marés. Mas bem sei que a maioria das pessoas é diferente de mim. Espero um dia saber lidar com essa diferença. Mas hoje dói. Hoje doeu.
Graças a Deus ainda tenho o meu pai ao pé de mim. Mas a minha avó continua muito doente, e as pessoas continuam a chorar a morte do senhor da aldeia que hoje nos deixou.
A vida é completamente imprevisível.
Que nó no estômago.
Hoje ouvi os sinos tocarem. Senti a dor daqueles que já não poderão voltar a ver alguém com quem partilharam a vida.
Vi a minha avó doente e exausta. Com medo que Deus que a leve, e desespera nessa ânsia.
Vi o meu pai quase a perder os sentidos, vi-me em pânico e em desespero, vi a preocupação no rosto da minha mãe, e ouvi a tristeza na voz do meu irmão, do outro lado da linha.
Hoje a vida voltou a mostrar-me a sua preponderância. A vida voltou a mostrar-me, que planeamos anos da nossa vida, mas em um simples segundo, tudo, mas tudo pode mudar.
Na viagem, entre a casa da minha tia e o hospital tive um flashback de todos estes anos. "E se estes tiverem sido os 18 melhores anos da minha vida?"Questionava-me.
Entre o silêncio fatídico daquele carro, tentava que as lágrimas não me escorressem para não espalhar mais o pânico. "Vai falando connosco, pai." - repetia eu a cada 2 minutos.
Temia que acontecesse o que vezes sem conta sonhei. Temi como nunca.
No descanso que este final nos deu, só consigo chorar. De que vale tudo o resto. De que vale as pessoas quererem ter todo o poder se serão sempre impotentes perante a vida, perante Deus.
No final, só consigo pensar em quem lá não esteve. Desiludida, o suficiente.
Entre o bom e o mau sinto que as dúvidas me assolam novamente. Será quem eu amo capaz de me acompanhar também nos piores momentos que eu ultrapassar?
Tanto peso que estas dúvidas me fazem...
Eu seria capaz de dar todas as voltas ao mundo necessárias. Escalar montanhas e ultrapassar as mais fortes marés. Mas bem sei que a maioria das pessoas é diferente de mim. Espero um dia saber lidar com essa diferença. Mas hoje dói. Hoje doeu.
Graças a Deus ainda tenho o meu pai ao pé de mim. Mas a minha avó continua muito doente, e as pessoas continuam a chorar a morte do senhor da aldeia que hoje nos deixou.
A vida é completamente imprevisível.
Que nó no estômago.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
voltas.
A vida sempre deu voltas, a minha tem dado tantas. Há quem se perca nelas e espere o tal regresso. Já me perdi inevitavelmente, mas em todos esses descaminhos o meu maior erro foi esperar pelo meu próprio regresso. Só eu me posso salvar. Mas, tive ajudas incansáveis, pessoas que guardo comigo a toda a hora, pedaços de mim que só eu sei a importância que têm. Pedaços que durante tanto tempo me ajudaram a ultrapassar a dor do maior pedaço que tenho, pedaço esse, que hoje me ajuda a ultrapassar tudo, talvez até os outros pedaços que anteriormente me ajudaram a ultrapassá-lo a si.
A vida dá voltas. Tantas...
Perco-me quase tão facilmente como me encontro, mas só agora. No fundo sei sempre onde estou, o que sou. Sei onde me encontrar. Sei que em casa me encontro. Sei que nele me encontro. Sei que me encontro no D e na A. Mas só aí.
E tenho pena que às vezes nas voltas da vida não consiga ser eu, o eu que tão ansiosamente desejo praticar, sempre.
Eu sei, sei que a vida não é confiável, o destino vou conhecendo-o a pouco e pouco. Há coisas que sei que terei toda a vida, outras vezes vou-me surpreender com a voltas da vida.
Só sei que, por mais voltas que a vida dê, eu hei-de ter sempre a oportunidade de dar uma volta à vida e ao que ela trouxer.
A vida dá voltas. Tantas...
Perco-me quase tão facilmente como me encontro, mas só agora. No fundo sei sempre onde estou, o que sou. Sei onde me encontrar. Sei que em casa me encontro. Sei que nele me encontro. Sei que me encontro no D e na A. Mas só aí.
E tenho pena que às vezes nas voltas da vida não consiga ser eu, o eu que tão ansiosamente desejo praticar, sempre.
Eu sei, sei que a vida não é confiável, o destino vou conhecendo-o a pouco e pouco. Há coisas que sei que terei toda a vida, outras vezes vou-me surpreender com a voltas da vida.
Só sei que, por mais voltas que a vida dê, eu hei-de ter sempre a oportunidade de dar uma volta à vida e ao que ela trouxer.
domingo, 18 de maio de 2014
terra firme.
Invoco o medo de te perder por entre desafogos e suspiros. Não para que temas, só para que saibas que até terra firme desaba quando alagada por água pérfida.
A tua essência é a minha ciência, não que a partir dela experimente, só para que a partir dela estude, a forma mais pura e fiel para chegar ao teu coração, meu inquilino.
Ingrato amor, tão impossível de materializar, inexplicavelmente profundo, inumerável, infinitamente grande capaz de mostrar que o Espaço é um espaço limitado, por nem lá, nem em nenhum outro lugar caber.
Terra firme que me segura, embala e adormece. Terra firme que me suporta, sustenta e levita.
Terra firme, amor, e mesmo desabando jamais se evapora ou dissipa. Por lá fica, se caso, construirmos de novo.
Eternamente condómina deste nosso amor, acredito que há histórias sem finais felizes. Há histórias que simplesmente estão destinadas a não ter final. A nossa.
Terra firme que me segura, embala e adormece. Terra firme que me suporta, sustenta e levita.
Terra firme, amor, e mesmo desabando jamais se evapora ou dissipa. Por lá fica, se caso, construirmos de novo.
Eternamente condómina deste nosso amor, acredito que há histórias sem finais felizes. Há histórias que simplesmente estão destinadas a não ter final. A nossa.
sábado, 17 de maio de 2014
em mim.
Em mim guardo tudo o que construiu a minha própria pessoa.
Não há uma só pessoa que eu esqueça, que eu não agradeça, pelo bom ou pelo mau. Pelas lágrimas ou pelos sorrisos. Desde quem me ensinou a ser eu, até quem me incentivou a não sê-lo. Desde os exemplos às influências. Desde o tudo que se demonstrou nada, ao nada que passo a passo construiu tudo.
Na vida não há nada que tenha perdido. Ganhei em tudo. Sou uma vencedora nata, porque até nas derrotas encontro conhecimento, e esse sim, o meu maior troféu.
Em mim trago um pouco de todos. Trago quem me faz tão bem e quem pior me fez, trago as pessoas que amo, trago os que me desconfortam, trago os que me magoaram e também aqueles que magoei.
Trago os grandes atos que fiz consequentes de erros que fizeram de mim pequena. Não há nada que se compare há dor de fazer alguém sofrer. Pior que carregar a minha dor causada por ti, só carregar a tua dor causada por mim.
Em mim guardo todos os sonhos que me definem. Há uns que já alcancei. Outros que hei-de alcançar. Outros que simplesmente se manterão para o resto da vida.
A quem passar por mim nesta vida, só quero que levem consigo um pouco de mim. Nem que seja só um pouco, pequenino.
Não há uma só pessoa que eu esqueça, que eu não agradeça, pelo bom ou pelo mau. Pelas lágrimas ou pelos sorrisos. Desde quem me ensinou a ser eu, até quem me incentivou a não sê-lo. Desde os exemplos às influências. Desde o tudo que se demonstrou nada, ao nada que passo a passo construiu tudo.
Na vida não há nada que tenha perdido. Ganhei em tudo. Sou uma vencedora nata, porque até nas derrotas encontro conhecimento, e esse sim, o meu maior troféu.
Em mim trago um pouco de todos. Trago quem me faz tão bem e quem pior me fez, trago as pessoas que amo, trago os que me desconfortam, trago os que me magoaram e também aqueles que magoei.
Trago os grandes atos que fiz consequentes de erros que fizeram de mim pequena. Não há nada que se compare há dor de fazer alguém sofrer. Pior que carregar a minha dor causada por ti, só carregar a tua dor causada por mim.
Em mim guardo todos os sonhos que me definem. Há uns que já alcancei. Outros que hei-de alcançar. Outros que simplesmente se manterão para o resto da vida.
A quem passar por mim nesta vida, só quero que levem consigo um pouco de mim. Nem que seja só um pouco, pequenino.
sábado, 10 de maio de 2014
existir.
O passar do tempo não me assusta, assusta-me o seu parar. E se ele me para, eu por lá fico, na incerteza do voltar a existir depois.
Há medos que me domam, que me rompem a pele, que em disfarço me desfazem e me geram uma vontade, ainda maior, de existir.
São golpes que me fazem viver sob o leito maior do rio, à espera que ele me inunde ou que decida deixar-me em seco, segura. Talvez um dia daqui me liberte, até lá tenho medo, da falta do existir, da incapacidade de preencher um lugar vazio.
E se o eterno for efémero?
terça-feira, 6 de maio de 2014
felicidade?
O percurso é igual à tanto tempo. Já conheço as vistas e as estações de cor, até já conheço as rotinas de algumas pessoas, tanto que por vezes, se alguns a quebram durante uns dias fico a pensar no que se possa ter passado. Nada em comum a não ser o mesmo comboio e o mesmo destino.
Hoje, numa habitual paragem estava tudo normal como sempre, mas quando olhei lá para fora vi uma rapariga, jovem, elegante e bonita que tinha a particularidade de não poder ver nada daquilo que nos rodeia.
Podia ter sido só mais uma pessoa entre as dezenas que passam por mim todos os dias, mas não foi. Esta fez o meu dia.
Ela estava a sorrir, genuinamente. Estava a caminhar sozinha e a sorrir, não para alguém ou algo, simplesmente para a vida.
Passamos metade da vida a pensar no que nos fará mais felizes, passamos metade da vida a dizer que "se tiver isto", "se acabar isto", "se fizer isto", "se ganhar isto" vou ser uma pessoa mais feliz. Passamos metade da vida a planear um futuro feliz, planeamos hoje o nosso futuro daqui a 10 anos e daqui a 10 anos fazemos planos para os próximos 10. Passamos metade da vida a construir um caminho que eventualmente nos levará à felicidade, e nesse hiato entre o plano e a concretização esquecemos-nos de sorrir, de viver, de sermos verdadeiramente felizes.
Perguntei-me como seria a minha vida se eu não pudesse ver as paisagens que me levitam a alma, como seria se eu não pudesse ver o cruzamento entre o céu e o mar, como seria se eu não pudesse ver o sorriso do homem que amo.
Começaram os pensamentos a atropelarem-se-me uns aos outros. Se aquela rapariga pensasse sempre em todos esses se's certamente não estaria a sorrir da forma que estava.
A felicidade é um dos temas que eu mais tenho debatido comigo própria nas últimas semanas, em silêncio penso e mergulho nesses pensamentos. Em casa, sozinha, vejo documentários, leio livros e textos à cerca desse mesmo assunto. Penso, reflicto, oiço, leio, analiso e estudo até chegar à percepção.
Eu passo metade da vida a lamentar-me e a outra metade a ouvir os lamentos dos outros.
Sou feliz com o que tenho mas há acontecimentos que me incomodam, que me roubam a disposição. Depois vou para a escola e oiço os se's dos meus colegas, em casa oiço os se's da minha mãe e as pessoas mais próximas de mim ouvem os meus.
Houve um dia que me disseram para não me queixar tanto, eu fiz o que faço sempre, primeiro resisti mas depois comecei a pensar.
Se eu passar a vida a planear a altura que serei feliz, a minha vida não vai ter nem metade da emoção que eu pretendia.
Felicidade é um estado de espírito, não é uma ocasião, não é um momento, não é uma situação nem uma pessoa, muito menos um sentimento, felicidade é um estado de espírito que só cada um de nós pode impor a si mesmo.
Eu sempre fui feliz, mas pergunto-me quantas vezes sorri para a vida, só porque sim, como aquela rapariga cega.
Aí apercebo-me que felicidade só está ao alcance dos mais inteligentes. Os outros, ficarão a vida inteira a construir um possível final feliz.
domingo, 4 de maio de 2014
a ti te escrevo.
Escrevo-te, para que me lembres, nas horas vagas, quando o vazio preencher o teu quarto e a voz do teu pensamento te silenciar.
Escrevo-te, para que me recordes, em horas vagas, quando a casa estiver cheia e ao mesmo tempo tão vazia de mim, e quando o tempo percorrer os minutos e no final das horas não me encontrares.
Escrevo-te para que guardes, em ti, o cheiro de cada perfume meu, o aroma do meu cabelo, o sabor de cada beijo, a harmonia de cada sorriso, a sensação de cada toque, a melodia de cada palavra e a chave que decifra cada olhar, esse que tão sem voz tanto diz.
Escrevo-te, para que saibas, que o lugar não importa quando divagamos juntos, que o amor é um lugar sem espaço nem tempo, insuficientes e curtos para cabermos lá dentro.
Escrevo-te, para que interiorizes, que neste passeio da vida, tudo o que nos diferencia é igualmente o que nos une e o que nos cobre, aos dois.
Escrevo-te, para te dizer, que na indesejável possibilidade de um dia te sentires nada, mostrar-te-ei o que não vês e o que faz de ti o tanto que és.
Escrevo-te, na esperança de conseguir exprimir um pequeno pedaço daquilo que sinto perante ti, mas na capacidade de compreender o poder do amor, aprendi que nessa tarefa o insucesso é garantido.
Ainda assim te escrevo, e te digo que a minha breve presença no mundo foi um projeto delineado com a tua imagem ao lado, pintado e desenhado para fazer dela uma eterna presença no mundo, um do outro.
E nesse mundo viveremos, para sempre.
Alguém sabe o quanto eu odeio bocados? Metades, intermédios, peças e quases?
Por fim te escrevo, confessando, que és o todo que sempre me faltou. E o tudo que finalmente, tenho.
Escrevo-te, para que me recordes, em horas vagas, quando a casa estiver cheia e ao mesmo tempo tão vazia de mim, e quando o tempo percorrer os minutos e no final das horas não me encontrares.
Escrevo-te para que guardes, em ti, o cheiro de cada perfume meu, o aroma do meu cabelo, o sabor de cada beijo, a harmonia de cada sorriso, a sensação de cada toque, a melodia de cada palavra e a chave que decifra cada olhar, esse que tão sem voz tanto diz.
Escrevo-te, para que saibas, que o lugar não importa quando divagamos juntos, que o amor é um lugar sem espaço nem tempo, insuficientes e curtos para cabermos lá dentro.
Escrevo-te, para que interiorizes, que neste passeio da vida, tudo o que nos diferencia é igualmente o que nos une e o que nos cobre, aos dois.
Escrevo-te, para te dizer, que na indesejável possibilidade de um dia te sentires nada, mostrar-te-ei o que não vês e o que faz de ti o tanto que és.
Escrevo-te, na esperança de conseguir exprimir um pequeno pedaço daquilo que sinto perante ti, mas na capacidade de compreender o poder do amor, aprendi que nessa tarefa o insucesso é garantido.
Ainda assim te escrevo, e te digo que a minha breve presença no mundo foi um projeto delineado com a tua imagem ao lado, pintado e desenhado para fazer dela uma eterna presença no mundo, um do outro.
E nesse mundo viveremos, para sempre.
Alguém sabe o quanto eu odeio bocados? Metades, intermédios, peças e quases?
Por fim te escrevo, confessando, que és o todo que sempre me faltou. E o tudo que finalmente, tenho.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
brilho.
Todos dizem que eu estou diferente. Que esta diferença se nota no meu cabelo, nas minhas roupas, no meu andar, na minha maneira de encarar o mundo e na minha maneira de lidar com ele. Eu partilho da mesma opinião, mas só alguns, os mais atentos, muito poucos, se aperceberam que para além disso tudo a diferença está também nos meus olhos, e isso para mim é o mais difícil de mudar e corrigir.
Estou perante a maior oportunidade que a vida me deu para ser feliz, e estou a aproveitá-la o melhor que sei, cada vez melhor, porque todos os dias aprendo e no seguinte tento pôr essa aprendizagem em prática.
Eu gostava que cada um de nós conseguisse encontrar esse brilho em si próprio sem precisar da ajuda de outrem, esses são os seres que eu mais admiro. Mas nem sempre possível, para a maioria não é possível e para mim também não foi. Precisei de o encontrar. Primeiro no caminho oposto, e continuei a andar, desejando que um dia esses caminhos se cruzassem e pudéssemos, finalmente, andar lado a lado na mesma direcção. E foi já no final da esperança, no final da expectativa, quando eu quis finalmente pôr fim a uma história longa, espinhosa e para mim dolorosa que os caminhos se cruzaram e deram lugar a um só caminho.
Nesse dia ganhei brilho, Vida. Nesse dia as coisas mudaram e com elas eu também.
Quem me conhece continuo igual, há coisas que o amor nunca será capaz de alterar, precisamente por fazer parte dele.
Estou perante a maior oportunidade que a vida me deu para ser feliz, e estou a aproveitá-la o melhor que sei, cada vez melhor, porque todos os dias aprendo e no seguinte tento pôr essa aprendizagem em prática.
Eu gostava que cada um de nós conseguisse encontrar esse brilho em si próprio sem precisar da ajuda de outrem, esses são os seres que eu mais admiro. Mas nem sempre possível, para a maioria não é possível e para mim também não foi. Precisei de o encontrar. Primeiro no caminho oposto, e continuei a andar, desejando que um dia esses caminhos se cruzassem e pudéssemos, finalmente, andar lado a lado na mesma direcção. E foi já no final da esperança, no final da expectativa, quando eu quis finalmente pôr fim a uma história longa, espinhosa e para mim dolorosa que os caminhos se cruzaram e deram lugar a um só caminho.
Nesse dia ganhei brilho, Vida. Nesse dia as coisas mudaram e com elas eu também.
Quem me conhece continuo igual, há coisas que o amor nunca será capaz de alterar, precisamente por fazer parte dele.
terça-feira, 15 de abril de 2014
um único amor.
É incrível, inconcebível, inacreditável isto que sinto dentro de mim. Não me cabe cá dentro. Transborda nos olhos, quando penso, quando vivo, quando vejo, quando estou diante dele.
O amor é invisível mas é feito à sua imagem. É isto, que nos deixa sem palavras. É isto, que tão facilmente nos completa e tão facilmente nos abala. É isto que tão facilmente nos deita e tão facilmente nos levanta, nos ergue.
Amor é isto. Lágrimas e sorrisos. Erros e perdões. Objetivos e imprevistos.
Amor é isto que nos redescobre, que nos leva ao encontro connosco próprios, que nos abre portas e que jamais as fecha.
Amor é uma mescla de felicidade e tristeza, de alegria e de culpa, de paixão e de perdão.
Amor é isto, inexplicável e profundo. Puro e limpo.
Amor é quando não suportas sequer a ideia de o poderes vir a perder, e por isso luta-se. Luto, sempre.
E eu que em tempos esperei. Desesperei. Sofri. Chorei. Errei. Corri. Caí. Lutei. Mas sobrevivi para poder vivê-lo, contigo.
Um amor que não cabe em lugar nenhum. Invisível e incolor, como o ar que respiro. E dele preciso para viver.
O amor é invisível mas é feito à sua imagem. É isto, que nos deixa sem palavras. É isto, que tão facilmente nos completa e tão facilmente nos abala. É isto que tão facilmente nos deita e tão facilmente nos levanta, nos ergue.
Amor é isto. Lágrimas e sorrisos. Erros e perdões. Objetivos e imprevistos.
Amor é isto que nos redescobre, que nos leva ao encontro connosco próprios, que nos abre portas e que jamais as fecha.
Amor é uma mescla de felicidade e tristeza, de alegria e de culpa, de paixão e de perdão.
Amor é isto, inexplicável e profundo. Puro e limpo.
Amor é quando não suportas sequer a ideia de o poderes vir a perder, e por isso luta-se. Luto, sempre.
E eu que em tempos esperei. Desesperei. Sofri. Chorei. Errei. Corri. Caí. Lutei. Mas sobrevivi para poder vivê-lo, contigo.
Um amor que não cabe em lugar nenhum. Invisível e incolor, como o ar que respiro. E dele preciso para viver.
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