domingo, 18 de maio de 2014

terra firme.

Invoco o medo de te perder por entre desafogos e suspiros. Não para que temas, só para que saibas que até terra firme desaba quando alagada por água pérfida.
A tua essência é a minha ciência, não que a partir dela experimente, só para que a partir dela estude, a forma mais pura e fiel para chegar ao teu coração, meu inquilino.
Ingrato amor, tão impossível de materializar, inexplicavelmente profundo, inumerável, infinitamente grande capaz de mostrar que o Espaço é um espaço limitado, por nem lá, nem em nenhum outro lugar caber.
Terra firme que me segura, embala e adormece. Terra firme que me suporta, sustenta e levita.
Terra firme, amor, e mesmo desabando jamais se evapora ou dissipa. Por lá fica, se caso, construirmos de novo.
Eternamente condómina deste nosso amor, acredito que há histórias sem finais felizes. Há histórias que simplesmente estão destinadas a não ter final. A nossa.

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