O passar do tempo não me assusta, assusta-me o seu parar. E se ele me para, eu por lá fico, na incerteza do voltar a existir depois.
Há medos que me domam, que me rompem a pele, que em disfarço me desfazem e me geram uma vontade, ainda maior, de existir.
São golpes que me fazem viver sob o leito maior do rio, à espera que ele me inunde ou que decida deixar-me em seco, segura. Talvez um dia daqui me liberte, até lá tenho medo, da falta do existir, da incapacidade de preencher um lugar vazio.
E se o eterno for efémero?
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